terça-feira, 31 de julho de 2018

Soluços


Você não me dá sinal
Deve ter os seus motivos
E eu fico aqui tão mal
Nem sei como estou vivo.
Vivo nesta vil solidão
Espero o julgamento final
Vítima da inocente ilusão
De que fui algo, afinal.
Para ti não fui NADA
Sonhei um dia ser TUDO
Hoje atravesso a madrugada
Em intensos soluços mudos.
Meu choro você não escuta
Qual crime a mim imputa?
O de ter sido inocente?
Ao não te tirar da mente?
Chorei, choro e chorarei
Vergonha disso não tenho
Se ainda puder, te amarei
Com todo o meu empenho.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Mais


Creio que fui esquecido
Por tudo o que já foi vivido
E você não fala mais.
Vivo cercado de sussurros
Falas de silêncios mudos
Isolado demais.
É como se nunca fosse
Ou jamais tivesse disso
Alguma coisa a mais.
Fosse apenas amigo
Nunca deveria ser esquecido
Como sou até demais.
Matas nosso amor tão lindo
A cada dia que sinto
A falta que você faz mais.


domingo, 29 de julho de 2018

Respingos


Hoje vivo nas nuvens
A fazer divagações
Com respingos de lembranças
Do que foram as emoções.
Ao lado de quem amei
Juramos: seriam para sempre
Nada mais, hoje sei
Até mesmo o invente.
Sumida você está
De TUDO desapareceu
O que tinha para lembrar
Inteiramente, parece, morreu.
Ainda há gostas, respingos
De momentos que foram lindos
Ficaram a colorir
Lembranças ao dormir.
No mais, resta o silêncio
O isolamento total
Chuvas, rajadas de vento
De o quê fomos, afinal.