quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Painéis ambulantes

Percorro as vitrines com olhos de saudade
Em cada detalhe consigo de sentir
Espectros andantes nesta nova cidade
São painéis ambulantes: um pouco de ti.
Parecem bailar como em slow-motion
A buscar lá no cérebro um pouco de nós
Distraído com a dança, nosso e-motion
Chego a delirar, a ouvir tua voz.
O corpo dá sinal, a pele arrepia
Lentamente sinto que me acaricias
Ergo os olhos, por mim passa a cidade
Você passeia em mim: surto de felicidade.
Presente estás, em tudo o que faço
Nos painéis ambulantes efetivo o laço
Em delírio te amo pra vida inteira
Como se ainda estivesse em Sena Madureira.


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