segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cheiro de fêmea

O vento norte que sopra
E balança a copa das árvores
Traz teu cheiro de fêmea
Apraz-me no íntimo das veias.
Deixo-me inundar pelas narinas
A cheirar-te em cada esquina
Dos mínimos limites do teu corpo
Que de sã me transformou em louco.
Teu gosto domou minha saliva
A alma se fez tua inteira
Em cada ponto da gengiva
TUDO em ti é o que mais cheira.


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