segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Encenação

Se eu disser que não te quero
É pura encenação
A mais ninguém tanto venero
Vivo em adoração.
Confesso, até tento
Tirá-la do pensamento
Mas me vem o coração
E se apossa da minha razão.
Bombeia você pelo sangue
A oxigenar meu delírio
O desejo, então, se expande
Em tê-la sempre comigo.
E se enceno é porque não a tenho
O suficiente para o quanto desejo
Redobro as forças e o emprenho
Quer seja em sonho ou quando te vejo.


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