quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Chagas

Daquilo que sei da vida
Nada deixa mais ferida
Do que mágoas provocar
Em que só se sabe amar.
As chagas se aprofundam
Depressões me inundam
Fico como um moribundo
A vagar pelo mundo.
Nem discutir contigo posso
Sem que bata um remorso
Perco toda a imunidade
Vivo a chorar de saudade.
Nem que as lágrimas do choro
No rosto não apareçam
Chagas, profundas feridas
Das promessas de despedidas.


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