quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desespero

Copiosamente
Choro em desespero
Só de imaginar
Que posso não ser nem saudade
Se um dia te afastas de mim.
Prometo "tocar a vida"
Tentar curar as feridas!
Palavras soltas,
Meras falácias
Vida, sem ti não há
Seguirei a vegetar.
Jogado pelas sarjetas
A fingir ser um esteta
Fracassado: insano senhor
Que não manteve o teu amor.
Mulher nenhum se entregou
E se deu a mim como ti
O infinito do prazer de mim arrancou
Não posso crer que te perdi.
E que passei a ser o nada
Que um dia sempre fui
Deus, é pesadelo, desespero
Quero-te mais do que já quis.


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