sábado, 19 de julho de 2014

Ninho

Sinto-me tão indefeso
Para o útero voltando
Incólume, quase ileso
A alma inteira destronçando.
Não bebezão, mas bebezinho
Sinto o frio do abandono
Sem ti, sou feto retraindo
Você, do teu corpo, me expulsando.
Imploro, deixa-me que volte
Se me expulsas, de ti, é a morte
Não 9 meses, mas 90 anos
Em ti ficar, eram meus planos.
Pois só em ti encontro um sentido
Para o que a vida vinha me negando
Perdê-la é meu maior castigo
Vegetarei, vegetaremos, vegetando.


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