sábado, 18 de julho de 2015

Pupila

Meu prazer maior é despi-la
Com aquele olhar que dilata a pupila
E afiar a ponta do dente
Para mordiscar o clitóris da tua mente.
E nos pequenos orifícios da tua pele macia
Enterrar a língua felina e invasiva
Para ao te ver se contorcer e ficar esguia
Prendê-la e evitar qualquer movimento de esquiva.
Em devaneios, minha mente insana
Toca teus seios, embrenha-se na savana
Abre-te em caminhos nunca navegados
Para em teu corpo ficar encravado.
Sorver os grandes lábios da tua cabeça
Até que o meu prazer feneça
E na ponta do dedão do pé
Faço-te minha, inteira e mulher.


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