quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sem fim

Você me tira o sono
Com esta sensação de abandono
A noite parece não ter fim
O dia demora a começar.
Nem os galos mais cantam
Pássaros somem da janela
Grilos imaginários povoam
O que me resta da mente.
Comprimida pela saudade
No chão fantasmas se movem
Nenhum deles é você
Nem a vida me socorre.
Abro as cortinas,
Não vejo o sol
A escuridão se prolonga
Acordado estou, neste abandono
Para zelar pelo teu sono.


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