quarta-feira, 6 de abril de 2016

Olhos

Sei que te toco com os olhos
Ao te olhar com desespero
A desejar os teus pelos
Aflito feito um menino.
Trêmulo na primeira vez
Que uma vulva toca sem temor
Ensandecido pelo desejo
Que se confunde com o amor.
Paixão primeira, doentia
Que o horizonte alumia
Hoje assim me sinto
Até ao te ver no recinto.
Entorpecido pelos teus olhos
Olhar que me entra a alma
E doma todos os meus poros
Arrepio que não se acalma.
E do corpo toma conta
Infinito desejo que desponta
Ao te olhar me sinto mais eu
E a ti entrego tudo o que é meu.


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