sexta-feira, 8 de julho de 2016

Temperos

A vida por um triz
Nunca foi o que eu quis
Mas, como abrir mão
De tamanha paixão?
Aquilo que nos une
Gruda feito perfume
E se entranha nas narinas
Sabores de coisas divinas.
Corpos que viram comida
Sem ter nenhuma medida
O íntimo dos nossos odores
Tempera os nossos sabores.
E nos faz menos normais
Quase sobrenaturais
Devoro o teu cheiro de fêmea
A tua alma de mim se fez gêmea.


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