segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Nos nervos

Fico nesta ansiedade
Fantasiada de saudade
Quanto passo muito tempo
Sem teus braços, ao relento.
A chuva fina toca o corpo
Os olhos tentam esquecer
Tuas imagens, desenho roto
Cerro a retina, tento ver.
São espasmos de um desenho
Cujos contornos não tenho
É tanto tempo sem te tocar
Já não consigo te imaginar.
Quero começar tudo de novo
Como se fosse a primeira vez
Para os teus braços, corro
Perco de novo a lucidez.


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