quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Venero-te

Assim como te quero, venero-te
Aos pés da santa cruz do dia
Curvo-me diante da alegria
Em tê-la venerável guia.
A guiar-me sensorialmente
Às peles íntimas do teu corpo
Que deslizam deliberadamente
A roçar rente ao meu rosto.
Quando toco teu clitóris acre
Gosto de vida ainda sorvo
Onde um dia foi teu lacre
Hoje é o que venero absorto.
Um crente diante do altar
Que o teu corpo para mim significa
Esta oportunidade de te amar
Como homem me dignifica.


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