domingo, 30 de março de 2025

Íris

Meus olhos são senhas

Da identidade única  

Câmera decifram minha íris  

Viro refugiado sem biometria  

Apago as digitais com ácido.  

No saguão, trocamos olhares:  

Ela, sem rosto; eu, sem coragem.

De pixels em pixels

Somos apenas estatística. 


Poema do dia 15 de março de 2025


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