sábado, 24 de maio de 2025

Das cinzas

screvo a última linha,

mas não é o fim.

Porque a dor

não tira férias,

nem conhece

Os finais de semana.


E enquanto houver silêncio,

enquanto houver violência encoberta,

meus versos existirão.

Para relembrar

que quem trabalha também sangra.

E quem sangra

Pode morrer vivo,

Mas, só morre

Quando a passagem transcorre.

Estou vivo

E não me matarão em vida.

Renascerei das cinzas,

Apesar das feridas.


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