Tempestade de ideias

Lia Ernst Hans Gombrich. Encantado com Leonardo da Vinci, ao anoitecer de uma tarde amazônica. Absorto. Os olhos em “Estudos anatômicos”, laringe e perna, de 1510. Quanta perfeição! Pura arte e anatomia nunca vistas. A última ceia. Mona Lisa. Os olhos deslizam das páginas. À esquerda. Clarões, nuvens, luzes. Sinalizadores do pássaro de aço que da Vinci idealizara. Os olhos voltam-se para as páginas. Mona Lisa. Uma força me impele a erguer os olhos. Duas mãos estendidas por sobre a poltrona 10A chegam a me assustar. O sinal da presença humana tirou-me dos momentos de transe total nos quais vivia cada detalhe de Gombrich sobre da Vinci. A respiração oscilou o ritmo. Um rosto de menina surge entre aquelas mãos, na altura dos cotovelos, lança-me um sorriso terno, infantil e diz; “Tio, porque o senhor deixa aquilo aberto?” e dirige o braço direito para a janela da poltrona 11A na qual eu estava sentado. “É para olhar a nuvens e curtir essa sensação de liberdade”. Sorri. Ela sorriu. “Tomei um susto com as suas mãos”. Ela abriu ainda mais o sorriso. CONTINUA!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Resisto

Penso,
Logo resisto.
Porque se desisto:
Perco você.
E se perco você,
Nem eu serei mais
Porque amor assim:
É raro demais!
Logo,
Nunca deve ser desistido
Mas,
Sempre vivido.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Enigma

Ali
Ao longe
Você se esconde.
Tento
Retento
Não descubro nada.
Aquela estrada
Talvez,
Seja o enigma.
Que me leva a você
Mas,
Ao mesmo tempo
Tira-me do teu caminho sempre.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Busca

Pouco sei
De o quê já sabia
Sem saber
O que queria.
Era você
Que eu buscava
Você ali,
Eu não encontrava.
Continuei
Sem descobrir
Que o meu sonho
Estava em ti.
E ainda está
Eu por aqui,
Você lá.