Ele cheira a café amargo
E metrô lotado.
Ela: a caneta esferográfica e insônia.
No elevador, seus ombros se tocam:
Acidente geográfico inumano.
O ar condicionado geme.
Eles não se olham,
Carregam nas pálpebras
O mapa do outro.
Respirações ávidas,
Serviços prestados.
Quem afinal, ao outro serviu
Dele ou dela serviu-se
Ou foi servido?
E metrô lotado.
Ela: a caneta esferográfica e insônia.
No elevador, seus ombros se tocam:
Acidente geográfico inumano.
O ar condicionado geme.
Eles não se olham,
Carregam nas pálpebras
O mapa do outro.
Respirações ávidas,
Serviços prestados.
Quem afinal, ao outro serviu
Dele ou dela serviu-se
Ou foi servido?
Poema do dia 09 de março de 2025
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