Tempestade de ideias

Lia Ernst Hans Gombrich. Encantado com Leonardo da Vinci, ao anoitecer de uma tarde amazônica. Absorto. Os olhos em “Estudos anatômicos”, laringe e perna, de 1510. Quanta perfeição! Pura arte e anatomia nunca vistas. A última ceia. Mona Lisa. Os olhos deslizam das páginas. À esquerda. Clarões, nuvens, luzes. Sinalizadores do pássaro de aço que da Vinci idealizara. Os olhos voltam-se para as páginas. Mona Lisa. Uma força me impele a erguer os olhos. Duas mãos estendidas por sobre a poltrona 10A chegam a me assustar. O sinal da presença humana tirou-me dos momentos de transe total nos quais vivia cada detalhe de Gombrich sobre da Vinci. A respiração oscilou o ritmo. Um rosto de menina surge entre aquelas mãos, na altura dos cotovelos, lança-me um sorriso terno, infantil e diz; “Tio, porque o senhor deixa aquilo aberto?” e dirige o braço direito para a janela da poltrona 11A na qual eu estava sentado. “É para olhar a nuvens e curtir essa sensação de liberdade”. Sorri. Ela sorriu. “Tomei um susto com as suas mãos”. Ela abriu ainda mais o sorriso. CONTINUA!

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Demência

O que parece impossível 
Possivelmente pode ser sonhado
Nem tudo o que se sonha 
Precisa ser realizado!
O futuro só chega
Para quem o traz ao presente
Enxergar o que ninguém vê 
Não é coisa de demente!
O lado bom da demência
É a total inocência
Que normalmente é da infância
Da vida de qualquer criança!
Que quer experienciar o mundo
Tudo que houver de profundo
Dementes em sociedade
Medem a loucura pela idade.

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domingo, 14 de julho de 2024

Tensão

Querer e não ter
Desejar e não ver
Possibilidades do ser
Sou e não tenho
Mas mantenho 
A esperança de ter
Meu bem-querer
Querer-bem-ter!

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sábado, 13 de julho de 2024

Anverso

Sou o anverso
De um verso
Sem nexo!
Convexo mistério
Montês monastério
De tudo o que quero.
Nada tenho tudo
Tudo tenho nada
Anverso da vida privada.

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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Números

Certidão de batismo
Depois, de nascimento
Carteira de identidade 
Certificado de reservista
Começo de uma lista.
É título de eleitor
Único identificador
Que pouco te interesse
Hoje, vale o CPF
Código de Endereçamento Postal
Comitê de Ética em Pesquisa
Hoje, somos um número qualquer
Nossa desidentificada vida.

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Visceral

Vísceras expostas
Corpo-mistério
Dos monastérios
Rompes as portas!
Gênero rústico 
De um ser abrupto
Mistura de quase-dor
Com bem-querer-amor.
Sem negar o que queres
Encantas homens e mulheres 
Viver é teu compromisso
Visceral instinto do viço!

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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Estações

Este sorriso doce
Cheiro de manhãs primaveris
Exala invernos e verões
Mais que todas as estações.
Os óculos ampliam o olhar 
Distantes manhãs de abril
Lágrimas chegam ao mar
E levam segredos mil.
Teu riso é estrela-guia
O nariz cheira à razão
Os reis serão teus guias
Na dor e na emoção!

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terça-feira, 9 de julho de 2024

Na estrada

Mãos trêmulas seguram
Um espelho embalado
Molambos e plástico preto
Para esconder o reflexo.
Agarrado ao objeto
Ele chega a tocar o teto
No embalo das freadas
Vidas estão enjauladas.
Ônibus entupido de gente 
Dançam para trás e para a frente 
Vidas unidas em uma viagem 
Beiras de estrada e margens
Registradas na memória 
De quem tem sua história.
O motora pisa fundo
Reduz a velocidade
Abraçado ao próprio espelho
O velho esconde o medo.
Nos olhos a emoção
A voz parece arrastada
Aquele espelho na mão 
Reflete as nossas estradas!
O ônibus era só o bagaço
Faltava respeito e espaço 
Mal vencia as ladeiras 
Sempre na marcha primeira.

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segunda-feira, 8 de julho de 2024

Cegueira

 Cego
Perdi o amor por mim
Para só me dedicar a ti!
Sigo
Existo ainda assim
Mantenho a viseira
Para esconder a cegueira!
Nego
Que fui capaz de amar alguém 
Mais do que amo a mim!

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domingo, 7 de julho de 2024

Espelhos

Há dores que ferem a alma
Outras, pura emoção 
Depois de umas, você se acalma
Em outras, sobe a pulsação.
Umas apertam o peito 
Chegam a doer o coração 
Fique de olho neste fato
Porque pode ser enfarto.
Há uma que, às vezes ofusca
Enche de calos a mão
É a que hoje mais se busca
A dor da musculação!
Espelhos de academia
Confundem-se dia-a-dia
Narciso espelho de mim
Busca que não chega ao fim.

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sábado, 6 de julho de 2024

De novo

 O ato de sofrer por amor 
É bálsamo da cura para dor
Alma limpa, espírito leve
Serenidade como se deve!
Em sentimento não há dívida 
Não se investe a esperar retorno 
Ama-se com o melhor da vida
Para, em seguida, se amar de novo!

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Vivi

Vivi 
Vivenciei
Vívidas
Violentas
Verdades
Veementes
Vontades
Valores
Vorazes
Você!

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Cura

Com loucura
Devorei-te
Até com os olhos!
Teu sangue nos poros
Circulava em mim!
Éramos tão impuros
Nos nossos prazeres noturnos
Madrugadas inteiras
De prazeres (quase) insanos!
Nada era profano
E eu perdi o prumo.
Teu cheiro ainda sinto
A despertar meu instinto
Olho-te hoje com doçura
Lembro de cada beijo
Aproveito o ensejo
Para dizer-te: és minha cura!

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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Euforia

Foi forte
Trouxe alegria,
Uma euforia
De tirar o ar.
Espalhou-se 
Esquentou as narinas 
Pele feminina 
A me empolgar.
Corpos grudam-se
Parecem selos
A estampar cartas
E esconder segredos.
Uma alegria

terça-feira, 2 de julho de 2024

Estrutural

Pinto
Repinto
Retinto desenho
De um desempenho
Que cobram de ti
E me deixam solto.
Vítimas desde o leito
De um preconceito
Que dizem não existir.
Quis ser igual 
Quero ser igual 
Mas, é estrutural
O que me separa de ti!

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Sobrevivi

Bati na porta do céu
Ninguém me deixou entrar
Vi outra porta entreaberta
Preferi não arriscar.
Na dúvida entre céu e inferno
Escolhi para a UTI voltar 
Lá de cima me vi de terno
Muito choro ao lado do altar.
A alma voltou para o corpo
Eu que estava quase-morto
Aos poucos, voltei a respirar.
Ganhei novo sopro de vida
Nem quis mais a despedida
E estou aqui a poetar!

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domingo, 30 de junho de 2024

Destemido

Aguerrido
Destemido
Passos firmes:
Dirijo-me a ti!
Trêmulas lembranças 
Éramos crianças
O medo do não
Não era opção.
Agora o sim
Traz você a mim
Frio, choro de medo
Mantido em segredo.

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sábado, 29 de junho de 2024

Natureza morta

Verga a castanheira
Não sobra nem Ingá
Era árvore, está sem eira
Nem encontro mais jucá.
O ser que se diz humano
Trocou a enxada pelo arado
O facão hoje é profano
E o trator está interligado.
A internet incentiva o ócio
Equipa o pasto do agronegócio
Pintura que ninguém esboça:
Natureza morta!

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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Serenidade

A tranquila idade 
De quem tem
A serena idade
De paz transmitir.
Ao sorrir 
Ao falar
Ao deixar o mundo cair
E, ainda assim, não se abalar.
Ou fingir que não se abala
Quando a dor dói fundo 
E ainda a marca!

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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Irreal

Procuro modelos
Neste espelho
Irreal
Da Inteligência Artificial.
Para ser competitivo 
Tenho de ser disruptivo
Corrida impulsionada
No Universo acadêmico 
Onde tudo vira nada.

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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Culpa

Sentir a dor
Da vergonha
Que se causa aos outros:
Culpa
De quem não se culpa
Vergonha;
De quem não sente vergonha 
Sem se arrepender.
Culpe-se;
Mas, não a culpe
Pela vergonha
Quem nem foste capaz de ter. 

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terça-feira, 25 de junho de 2024

Rabiscos

Pedaços de nós 
Rabiscos de um amor intenso 
Estilhaços de tempo
Que se renderam ao passado.
Lembranças vividas
Moldadas em nuvens
Réstia de saudade:
Conheci a felicidade!

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Enverga

Ela enverga
Mas não se verga
A este poder
Que nos governa.
Nem se ajoelha
Ou se aconselha
Aos pés de alguma
Santa Cruz dita.

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domingo, 23 de junho de 2024

Oferendas

Que se esvaiam
As lendas 
E me o venham
As oferendas
Que o teu corpo
A mim entrega
Neste altar:
Pleno domingo!

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sábado, 22 de junho de 2024

Solitária

Solitário 
Na solitária 
Prisioneiro
Da societária 
Sociedade
Sem limerdade.
Que me prende
Para se sentir solta!

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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Bibelô

 Quero respirar 
Você me sufoca 
Quero amar
Você não me deixa
Quero voar
Você me tora as asas
Pássaro na gaiola 
Que você isola
Diz que sou flor
Sinto-me bibelô 
Mero objeto
Desse teu abjeto
Estranho amor.

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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Flora

O teu abraço 
Tira-me o espaço 
Do respirar!
A pele eriça
Um fogo atiça
Perco o ar.
O rosto queima 
Sinto tua seiva
Ao inalar.
É um tempero
Este teu cheiro
A dominar.
O ambiente
Quer haja gente
A nos olhar.
O corpo aflora
Por ti implora
Flora.
A alma aquece
Fauna e flora
Quando teus braços
Em mim se enrola.

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terça-feira, 18 de junho de 2024

Coisas

Você me quer
Querendo coisas
Que eu nem sei
Se as posso dar.
Sinto-me menor
Que talvez seja
Menos daquilo
Que  me ensejas.
E se me vejo
Não me enxergas
Se te desejo
Não me entregas.
O amor tem coisas
Tão escondidas
Poucas vezes correspondidas
E entendidas. 

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segunda-feira, 17 de junho de 2024

Fome

Pelo telefone 
De longe 
Devoramos um ao outro:
Mortos de fome!
Pelo WhatsApp 
No teu touchscreen
Sinto teu catchup 
A lambuzar em mim.
Tua maionese
Tempera meu azeite
Corpos em exegese
É nosso deleite.

domingo, 16 de junho de 2024

Flores

Flores
São como amores
Jamais se repetem
Como as dores.
São únicas 
Inequívocas
Singulares
Seja nos lares
Ou nas vielas.
Flores
Odores
Dores
E amores:
Únicas possibilidades de vida!

sábado, 15 de junho de 2024

Riso

Meu riso parece terno
Nem sempre é eterno
Às vezes, ele esconde
A dor que chega ao longe.
Rio pode ser de lágrimas 
Riso também é de amor
Espero que tu me tragas 
Desejos de ser só flor.
Flor de muita esperança 
Que brote de cada cor
Que esconda a desesperança 
E me devolva o amor.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Pouco

De dor não se fala 
Se sente
A menos que sente
E olhe pra frente 
Sem sentir falta
Da paixão inocente.
Sentar e sentir
São verbos diferentes
Que dizem sem falar 
O que ninguém sente.
Sinto sentir tão pouco 
De tudo o que é louco
Porque sou poeta
De louco tenho um pouco.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Sem nexo

 Amor é…
Mais que sexo
Sem nexo.
Complexos entrelaços
Abraços 
Que se revigoram
Quando não estouram;
Um vai para cada lado.
Destroçado 
Abalado
A negar a própria fé 
Até algo novo
Queimar feito fogo
Reacender a chama:
Voltas a dizer que amas!
Amor não tem gênero:
É efêmero;
Num vai-e-vem:
Prende-e-solta
Os olhos brilham de volta
A vida: em um sopro salta!

terça-feira, 11 de junho de 2024

Trajetória

 

Convexas conversas
Acordam- me
O corpo
Tosco.
A pele reflete
Marcas do tempo
Até o vento
Atinge mais forte.
Sucessivos dias
Sucessivas lutas
Ingratas, inúteis
O fim é a morte!


domingo, 9 de junho de 2024

Teu tom

 

Pesadas barras

Seguras por nós

Na garganta

Espanta.

Descem ao coração

Jogam no chão

O que foi construído

Lapidado, desgraçado.

Alma languida

Suja pelo batom

Do teu tom

De machucar.

Ecos


Vozes se espalham

Encalham pensamentos

Absortos

Solto

Por um mundo vão.

Em vão

Serpenteiam

Montanhas e vales

Que já nem valem

Destruídos

Queimados

A sangrar

Gotículas de lágrimas

Entre árvores

Rios secos

Que secam almas.


Postagem do dia 09/06/2024

 

Lúgubres


Nuvens passam

Como alados

Cavalos

Desenham-se na montanha

Sem nome

Que te cerca.

Em um susto e um surto.

Perco o sono

A vida me abandona

Some a identidade

De quem, talvez,

Nunca a tenha tido.

Esquecido

A passo largos

Pela cidade

Troco vielas

Por favelas.

Assusto-me

Com o que nem consigo ver

A perambular por um horizonte

Que esconde desenhos

Lúgubres imagens

Que se desfazem

E se refazem.


Postagem do dia 08/06/2024


Jovial idade

Desaba o sol

Desce o céu

O que era meu

Virou teu

O que era mel

Transformou-se em fel.

Amargor

Ácida vida

Tonto é veu

Das feridas.

Rugas que marcam

E matam

A jovialidade:

Coisa da idade.

Vale a interior

Coisa anterior

Alma jovem

Jamais morre.

Postagem do dia 07/06/2024 

Laço


Teu sorriso me acolhe

Desde a tenra infância

És o que me move

À parte, à distância.

Teu abraço

Um laço

Que envolve

Acolhe

Enlaço-me a ti

Para esquecer de mim.


Postagem do dia 06/06/2024


Matriarca


Mãe

Guerreira

De Sena Madureira.

Nas barrancas do Yaco

Dominou os espaços

Para se tornar

Mãe

Mulher

E professora

De todos nós.

Tua marca

A matriarca

Que alfabetiza

Ensina a ler

A ver

E enxergar o mundo.


Poema do dia 05/06/2024




terça-feira, 4 de junho de 2024

Dores

 No dia 30 de dezembro de 2020, às 16h55min, publiquei o poema "Tempero"

Tento fingir que não vejo

Chego a negar o desejo

Mas, é quase impossível

Resistir ao teu olhar incrível.

Como se as ondas do mar

Vivessem a te temperar

Difícil esquecer teu cheiro

Que fica no meu travesseiro.

E toma conta do meu corpo

Espalha um desejo louco

De a tua boca beijar:

O dia inteiro te amar.

 

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NOVIDADES! PodCast Gilson Monteiro Em Toques! Ouça!

Canal no YouTube: Modo Poesia. 

Foi meu último poema publicado. No dia 31 de dezembro de 2020 fui para a UTI, com a COVID-19. Fique 12 dias na UTI e 4 dias no hospital. Foram 16 dias e a decisão de não mais escrever nenhum dos Blogs. Na virada de 2023 para 2024, em Sena Madureira, peguei Chikungunya (Vírus CHICK-V). Foram 33 dias "de cama": cheguei a sentir saudades da UTI. Ganhei um reumatismo que pode durar de seis meses a dois anos: resolvi lutar e viver mais ainda enquanto tiver esta dádiva.

Ontem, na aula de redação (retomei os cursos de redação), em Jucuruçu, interior da Bahia, Extremo Sul, resolvi "brincar" com as palavras juntamente com os estudantes, em um exercício do curso. Nasceu "Dores". E retomei o "Em Toques".

Dores

Distância
Ausência
Falta a essência.
Sobram odores
Misturam-se às dores
A falta que me faz
O que não posso fazer.
Amores que não tive
Tuas dores que não sinto
Vivo em um labirinto
Alimentado pelo instinto.
Devoro a dor
Que me devora
Sem a jogar para fora.
O que está aprisionado
No peito
No passado
Nos passos mal-dados
Dados que não se jogam
Apenas me afogam
Nas mágoas de um passado
Que destrói o presente.
E dói! Como dói! Não saber lidar com as dores!

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