Tempestade de ideias

Lia Ernst Hans Gombrich. Encantado com Leonardo da Vinci, ao anoitecer de uma tarde amazônica. Absorto. Os olhos em “Estudos anatômicos”, laringe e perna, de 1510. Quanta perfeição! Pura arte e anatomia nunca vistas. A última ceia. Mona Lisa. Os olhos deslizam das páginas. À esquerda. Clarões, nuvens, luzes. Sinalizadores do pássaro de aço que da Vinci idealizara. Os olhos voltam-se para as páginas. Mona Lisa. Uma força me impele a erguer os olhos. Duas mãos estendidas por sobre a poltrona 10A chegam a me assustar. O sinal da presença humana tirou-me dos momentos de transe total nos quais vivia cada detalhe de Gombrich sobre da Vinci. A respiração oscilou o ritmo. Um rosto de menina surge entre aquelas mãos, na altura dos cotovelos, lança-me um sorriso terno, infantil e diz; “Tio, porque o senhor deixa aquilo aberto?” e dirige o braço direito para a janela da poltrona 11A na qual eu estava sentado. “É para olhar a nuvens e curtir essa sensação de liberdade”. Sorri. Ela sorriu. “Tomei um susto com as suas mãos”. Ela abriu ainda mais o sorriso. CONTINUA!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Objetivo

Quero-te não por um instante
Nada que seja inconstante
Amá-la por toda a vida
É meu objetivo querida.
Nem que para isso eu tenha
De mudar todos os planos
Que o casamento venha
Logo no início do ano.
Nem me fale em contrato
Por tempo determinado
Um amor, assim, tão bonito
Tem de ser para o todo, infinito
Mesmo que não se declare:
Até que a morte nos separe.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Louvação

Olho, não vejo quando passas
Meu coração embaça
Mistura toques em ação
Em eterna palpitação.
E de saudade dispara
Se não vejo tua cara
Teu olhar de languidez
Destrói a minha sensatez.
Quero comê-la com os olhos
Se for preciso até imploro
Ajoelho-me aos teus pés
Para louvar quem és.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Multidão

Tento não me aproximar
Quando na multidão estás
Para não correr o risco de revelar
O quanto te amo mais e mais.
Por isso, às vezes, me retraio
Outras vezes até saio
Para não ter de permanecer
A te admirar sem perceber.
Fico, então, na multidão
A desviar os olhos para o chão
Como um garoto meio tolo
A te olhar feito bobo.
Embasbacado com o teu sorriso
Encantado com teu jeito de falar
Por mais que tente não consigo:
Sou escravo do teu olhar.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Noites

Às vezes mal-dormidas
Outras inesquecíveis
Pelas peripécias incríveis
Que fiz pra te ver, querida.
Pouco vale a distância
Importa o desejo atroz
Que domina nossas lembranças
E se apossa de cada um de nós.
Noites: claro, escuto no peito
Com tua imagem me deleito
Ainda que seja virtual
Nosso gozo é real.
Por mais que o telefone
Permaneça ocupado
Consigo gemer o teu nome
E me imaginar ao teu lado.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Em tudo

Em tudo o que vejo
Sinto o desejo
Que move a nós
E me faz feroz.
Um devorador
Do teu amor
Que sente tesão
Em cada emoção.
Deseja ao teu lado
Ser teu namorado
Estar sempre contigo
Sem ser teu amigo.
Mais que amante
Uma vida adiante
Morar ao teu lado
Em presente ou passado.


domingo, 10 de maio de 2015

Belíssima

És a mais bela de todas
As mulheres que já vi
De todas as galáxias
Que o homem descobrir.
Linda, bela, belíssima
A mais educada: finíssima
Mais bela que você não há
Sou feliz só por a ti amar.
Quero amá-la para sempre
Ser o teu único ente
Domem da tua vida
Sempre você, minha querida.


Profundo

Impossível ser deste mundo
Amor tão louco e profundo
Que nos virou a cabeça
Inacreditável que aconteça.
Ainda mais como aconteceu
A nós dois enlouqueceu
Já não sabemos mais controlar
Esse nosso louco jeito de amar.
É entrega permanente
Parecemos dois dementes
Saímos inteiramente do prumo
Viver juntos é o nosso rumo.



OBS: Post do dia 09/05/2015