Tempestade de ideias

Lia Ernst Hans Gombrich. Encantado com Leonardo da Vinci, ao anoitecer de uma tarde amazônica. Absorto. Os olhos em “Estudos anatômicos”, laringe e perna, de 1510. Quanta perfeição! Pura arte e anatomia nunca vistas. A última ceia. Mona Lisa. Os olhos deslizam das páginas. À esquerda. Clarões, nuvens, luzes. Sinalizadores do pássaro de aço que da Vinci idealizara. Os olhos voltam-se para as páginas. Mona Lisa. Uma força me impele a erguer os olhos. Duas mãos estendidas por sobre a poltrona 10A chegam a me assustar. O sinal da presença humana tirou-me dos momentos de transe total nos quais vivia cada detalhe de Gombrich sobre da Vinci. A respiração oscilou o ritmo. Um rosto de menina surge entre aquelas mãos, na altura dos cotovelos, lança-me um sorriso terno, infantil e diz; “Tio, porque o senhor deixa aquilo aberto?” e dirige o braço direito para a janela da poltrona 11A na qual eu estava sentado. “É para olhar a nuvens e curtir essa sensação de liberdade”. Sorri. Ela sorriu. “Tomei um susto com as suas mãos”. Ela abriu ainda mais o sorriso. CONTINUA!

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Acasos

Acontecem acasos
Ou somos feitos de casos
Causos e causas não explicadas?
Não sei, se por acaso,
Ou com descaso
Os acasos, foram casos
Em minha vida!

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Omisso

Sem nenhum compromisso 
Segues omisso
A ver o irmão morrer de fome!
Isso tem nome
Se a dor do outro
Em ti não dói
Tua humanidade se destrói;
Ficas omisso
Tens compromisso
Apenas com o que constróis.

Poema do dia 05/09/2024

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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Amor de raiz

Sonhar
A utopia faz da vida
Amar
Lenitivo para a dor
Nascer
Dia após dia
Viver
Milionésimos de segundos 
Vale o agora;
Ser feliz: eis o amor de raiz!

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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Vielas

Quando a quero 
Difícil encontrar 
Se você me quer
Não quer confessar.
E a vida segue
Se fluxo normal 
Embora me negues 
Um encontro casual!
Nossas caminhadas
Só são paralelas
Nossas estradas
Viraram vielas!

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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Cale-se!

Cale-se!
Você não sabe a dor
Que aleguém carrega
Em um cálice de vinho
Um copo de uísque
Ou um gole de cachaça!
Cálice que seja
Até na dose de cerveja!
Cale-se sempre 
Se a dor do outro não te incomoda!

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domingo, 1 de setembro de 2024

Sensível

A sensível
Sensação 
De ser sensível 
Ou não!
Liberta a opressão 
De ser pressionado
Pela insensibilidade 
De quem se diz
Infeliz!

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Herança

Lembranças
Saudades 
Herança:
De um amor mal-resolvido 

Poema de ontem, dia 31/08/2024

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