Tempestade de ideias

Lia Ernst Hans Gombrich. Encantado com Leonardo da Vinci, ao anoitecer de uma tarde amazônica. Absorto. Os olhos em “Estudos anatômicos”, laringe e perna, de 1510. Quanta perfeição! Pura arte e anatomia nunca vistas. A última ceia. Mona Lisa. Os olhos deslizam das páginas. À esquerda. Clarões, nuvens, luzes. Sinalizadores do pássaro de aço que da Vinci idealizara. Os olhos voltam-se para as páginas. Mona Lisa. Uma força me impele a erguer os olhos. Duas mãos estendidas por sobre a poltrona 10A chegam a me assustar. O sinal da presença humana tirou-me dos momentos de transe total nos quais vivia cada detalhe de Gombrich sobre da Vinci. A respiração oscilou o ritmo. Um rosto de menina surge entre aquelas mãos, na altura dos cotovelos, lança-me um sorriso terno, infantil e diz; “Tio, porque o senhor deixa aquilo aberto?” e dirige o braço direito para a janela da poltrona 11A na qual eu estava sentado. “É para olhar a nuvens e curtir essa sensação de liberdade”. Sorri. Ela sorriu. “Tomei um susto com as suas mãos”. Ela abriu ainda mais o sorriso. CONTINUA!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Flores

Flores
São cores
Deste meu jardim
Ponta do quintalzim.
Tudo o que se planta
Do solo se levanta
Até o que não se plantou
Brota das sementes de flor.
Um dia planto
Outro recolho
Como o encanto
De um fio de ouro.

Poema do dia 14/12/2024

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Esconderijo

Escondo-me embaixo
Da tua fala que exala
Gosto do proibido
De fazer perder os sentidos.
Sinto que este gostar 
Tem gosto de desamar
Pois logo vais embora
E o meu peito chora.
Antes de você partir
O meu corpo quer sentir
Este teu cheiro de mulher
Com o gosto de quem me quer.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Eternizado

Pedro não morreu
Certamente floresceu
Porque não foi enterrado
O anjo dos Anjos foi plantado.
Na figura de um roxo Ipê
Ao lado da própria cova
Nada poderá apagar
A força dele irá brotar.
Em cada pessoa que seguir
O que ele nos ensinou
A lutar a competir
A defender paz e amor.
Mas se negavam a terra
Ai ele entrava em guerra
Nisso ele ser eternizado
Pela força do seu legado!

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Choque

Hoje acordei em choque 
O choque era de morte:
Pedro foi visitar os anjos
Ficamos aqui, em prantos.
A dor, às vezes, fica nos olhos
Outra vezes, sai pelos poros
A forte pressão no peito
Sufoca, deixa sem jeito.
Anjos levaram o anjo
Pai de todos os movimentos 
E eu aqui com espanto
Sem controlar os sentimentos.
Queria desejar descanse em paz
Mas isso não posso mais
Guerreiros deixam legados
Seu nome ficará marcado.
Na memória e no coração 
Que você fez ocupação 
Vai, mas deixa a marca
Da luta que não se acaba.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Florescer

Quando você acorda e vê 
O início da flor a florescer
Percebe magia e encanto
A surgir de qualquer canto.
Canto da casa, do quintal
Canto do quarto ou do varal
O pássaro passa com seu canto
E eu parado aqui canto
Apenas a ouvir o seu canto!
No raio de luz do amanhecer
Teu canto quero conhecer
Porque em cada canto do canto 
Vejo o amor a florescer.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Sorte

Pouco se fala de suor
Da entrega competente
Tudo parece ser só
Sorte de toda a gente!
Há sorte sem entrega?
E muita dedicação?
Se está não for a regra
Sorte é pura ilusão.

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Mona Lisa

A musa nem imaginava
Que o teu sorriso exalava
Este cheiro de Mona Lisa
Mistério que eternizas.
No olhar, o jeito de ser 
O que mais quero ter
Incialmente, frieza
Para esconder a beleza.
Que escondes no olhar 
No jeito de demonstrar 
A magia da tua vida 
Sem ligar para o quê dizem
Segues a provocar vertigem!
Do estado de desmaio
Nem sei se consigo ou saio 
Prendi-me ao gosto de vida
De te sentir minha Mona Lisa!

Poema do dia 08/12/2024

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