O domingo me ensina
a fingir que o amanhã
Não existe, nem é segunda,
Mas existe.
E me espera
De punho cerrado.
Respiro raso,
a sorrir falso,
E caminhar invisível
pelas linhas do sistema.
Poema do dia 18/05/2025
Siga-me no Instagram: gilson_v_m
Aqui, será meu espaço exclusivo das experiências em ARTE. "Em Toques" diários, ou quando der na telha, partilharei com cada um de vocês momentos que se eternizam em imagens criadas a partir das palavras que expressam sentidos de olhar, de cheirar, de degustar, de ouvir e de tocar cada minúsculo grão de areia que se torna tudo para o todo da praia, assim como uma gota de água é tudo para o todo do mar.
O domingo me ensina
a fingir que o amanhã
Não existe, nem é segunda,
Mas existe.
E me espera
De punho cerrado.
Respiro raso,
a sorrir falso,
E caminhar invisível
pelas linhas do sistema.
Poema do dia 18/05/2025
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No calendário
É sábado,
A mente?
Nunca saiu do escritório.
Revivo ordens, cobranças,
Sou mastigador de vidro.
A folga não é folga:
Adia o próximo abismo.
Descanso virou metáfora —
De o quê cobram
E você não folga.
Poema do dia 17/05/2025
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Ninguém percebe,
Estou quebrando.
A cada palavra seca,
a cada olhar que julga,
sou menos pessoa,
mais engrenagem.
Despedaçada
Pela força fulcral
Da burocracia original
Relatórios não captam
as rachaduras da pele,
Da alma.
Subtraída pela humilhação:
Um olhar, o mínimo de visão
É o que preciso agora
Para juntar os cacos,
Os pedaços:
Desta alma despedaçada.
Poema do dia 16/05/2025
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Trabalhadores:
Colecionadores de prazos,
de metas, de fardos.
De lágrimas não vistas,
Em função de atrasos.
De silêncios obrigatórios,
Até nos refeitórios.
Ser gente é impossível
Neste ambiente indizível
Da perfeição profissional
Que, também, deve ser pessoal.
À mesa,
Além do computador,
um copo d’água,
um nó na garganta.
Tudo muito bem organizado:
Para ser sempre:
muito bem ocultado.
Poema do dia 15/05/2025
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Empilhamos papéis
E vontades sufocadas.
O e-mail não respondido:
é grito de dor calada.
Costas moldadas pela cadeira,
O medo me curva a alma.
O expediente é dor —
A dor é do expediente:
e não acaba às seis.
Ou, às 18h, talvez.
Poema do dia 14/05/2025
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Dedos firmam contratos
Que não foram lidos
Por minha dignidade.
Carimbo sem tinta:
Suor e ansiedade.
O chefe?
Dono das horas,
E de mim.
me rouba os minutos,
Os segundos.
E me vende ilusões,
e me devolve feridas.
Sangrar é preciso:
Ao aguentar certos convívios.
Poema do dia 13/05/2025
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