Espectros
De espelhos quebrados
Transitam na mente
De quem mente.
E minto
Que te sinto
De longe,
Nem de perto:
Sei mais quem és.
Poema do dia 26/05/2025
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Aqui, será meu espaço exclusivo das experiências em ARTE. "Em Toques" diários, ou quando der na telha, partilharei com cada um de vocês momentos que se eternizam em imagens criadas a partir das palavras que expressam sentidos de olhar, de cheirar, de degustar, de ouvir e de tocar cada minúsculo grão de areia que se torna tudo para o todo da praia, assim como uma gota de água é tudo para o todo do mar.
Espectros
De espelhos quebrados
Transitam na mente
De quem mente.
E minto
Que te sinto
De longe,
Nem de perto:
Sei mais quem és.
Poema do dia 26/05/2025
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As luzes piscam
Em um infinito
Que não sei onde começa
Muito menos, onde termina.
Mina
Minha alma
Sem calma
Cospe
Luzes lilases
Algozes da minha propria solidão.
Poema do dia 25/05/2025
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screvo a última linha,
mas não é o fim.
Porque a dor
não tira férias,
nem conhece
Os finais de semana.
E enquanto houver silêncio,
enquanto houver violência encoberta,
meus versos existirão.
Para relembrar
que quem trabalha também sangra.
E quem sangra
Pode morrer vivo,
Mas, só morre
Quando a passagem transcorre.
Estou vivo
E não me matarão em vida.
Renascerei das cinzas,
Apesar das feridas.
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Um exílio sem fronteiras:
O hábito da indiferença.
Sou estrangeiro no próprio ofício,
exilado em minha função:
Tratado como um cão.
De rua,
Abandonado
Tragado
Pela indiferença.
E, ironicamente,
o crachá diz “servidor”.
Mas quem me serve?
Quem me cuida?.
Prefiro o exílio.
Poema do dia 23/05/2025
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Hoje inspecionaram
minha mesa, minha vida
So encontraram feridas.
Verificaram os papéis,
Os prazos,
os cliques, os gráficos.
Fizeram questão de ferir mais.
Não olharam nos olhos.
Não viram o desespero.
Porque isso não consta
no checklist institucional,
Nem na condenação grupal.
Poema do dia 22/05/2025
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Nenhum laudo registra
Cicatrizes invisíveis.
Mas elas estão aqui:
no cansaço crônico,
no peito apertado.
Da forma icônica:
Como é deletado.
E o que dói mais?
O descaso.
O riso cínico de quem manda
e nunca entende quem sofre.
Ou ser totalmente cancelado,
Como se fosse uma viva morte?
Poema do dia 21/05/2025
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